Calendário vacinal infantil: por que o atraso é perigoso e como manter a caderneta em dia

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O Brasil tem um dos calendários vacinais infantis mais completos do mundo — gratuito, disponível pelo SUS em todos os municípios. Apesar disso, a cobertura vacinal caiu abaixo da meta em várias vacinas nos últimos anos, preocupando pediatras e autoridades sanitárias. O retorno de surtos de sarampo e coqueluche em regiões com baixa adesão é a consequência mais visível desse cenário.

Por que a cobertura vacinal caiu?

Especialistas apontam uma combinação de fatores: desinformação sobre segurança das vacinas impulsionada por redes sociais, dificuldade de acesso às UBSs em horários compatíveis com a rotina de trabalho das famílias, e perda de urgência percebida com o controle de doenças que antes eram comuns.

O resultado prático é que crianças com doses atrasadas ficam vulneráveis — e, em surtos localizados, podem contrair doenças que teriam sido evitáveis. A proteção coletiva (imunidade de rebanho) exige que pelo menos 90% a 95% das crianças estejam vacinadas conforme o calendário.

Vacinas não causam autismo — esta afirmação foi amplamente refutada pela ciência. O estudo que originou o mito foi retratado e o médico responsável perdeu o registro profissional.

O que fazer se a dose atrasou

Doses atrasadas não precisam ser reiniciadas — o esquema pode ser retomado de onde parou, respeitando os intervalos mínimos entre doses. A UBS mais próxima pode verificar a situação da caderneta e orientar o esquema de recuperação.

Para crianças que nunca foram vacinadas por qualquer razão, existe o 'Esquema de Vacinação em Atraso', que condensa as doses essenciais em um período menor, respeitando intervalos mínimos de segurança.

Puericultura: a consulta que vai além da vacina

A consulta de puericultura com pediatra acompanha o desenvolvimento neuromotor, o crescimento, a alimentação e a saúde mental da criança em fases críticas do desenvolvimento. Nos primeiros dois anos de vida, o intervalo recomendado é de um a dois meses entre consultas.

Em Lages, famílias sem plano de saúde podem acessar o pediatra pela Solumedi com valores acessíveis — como alternativa ou complemento ao acompanhamento pela UBS.

Pontos principais

  • Cobertura vacinal caiu no Brasil — e surtos de doenças controladas voltaram
  • Doses atrasadas não precisam ser reiniciadas — retome de onde parou
  • Puericultura acompanha desenvolvimento além das vacinas
  • Vacinas são seguras — o mito do autismo foi cientificamente refutado

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